Para o Diretor da FUNAI:
“Senhor, peço sua
licença para levantar a minha voz pela vida. O infanticídio de crianças
indígenas é vergonhoso e revoltante.
Tenho lido que alguns
antropólogos não são favoráveis ao diálogo entre as culturas e a qualquer tipo de
interferência.
No entanto, deixar
essas pequenas criaturas serem sacrificadas porque nasceram diferentes é fechar
os olhos para o desumano.
É repetir ou permitir que repitam o espetáculo
sangrento e grotesco das câmaras de gás de Adolf Hitler que o mundo tanto
condena.
Deixar que crianças
indígenas brasileiras sejam assassinadas porque existe essa cultura de morte
em seu povo, é o mesmo que abrir-lhe a sepultura com as próprias mãos. Eu salvei
Endi, e outros quem os salvarão?
Esses povos precisam
ser chamados ao diálogo franco e sereno. “Alguém precisa tocar-lhes o coração e
mostrar-lhes que uma mudança na cultura, não irá apagar sua história, pelo
contrário, a valorizará, pois tudo é dinâmico e o mundo está em constante
evolução.”
Larita Lucas em seu livro: As Filhas de Geruza
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