segunda-feira, 15 de setembro de 2014

MENINOS-SOLDADOS




Os meninos-soldados na maioria, africanos

Não têm tempo para os folguedos. Seus brinquedos?

Pistolas, fuzis e metralhadas.

Matam, decapitam friamente e prosseguem indiferentes.

Chutando os membros mutilados

Dos inimigos. Cirandas?

Nunca seus ouvidos ouviram

As suaves melodias infantis

Carregadas de magias.

Seus sonhos foram visitados

Pelo terror que as guerras civis criam.

E arrancam de suas entranhas.

A suavidade da infância.

Tornando-os tão malvados

E ousados quanto ou mais que um adulto.

Recebem ordens de arrancarem mãos

Cabeças, e as cumprem fielmente.

Como se estivessem apenas

Pulando a amarelinha.

Soltando o pião. Não têm culpas

Desses desvios de condutas

São crianças que não tiveram a sorte

De nascerem em paz.

Foram plantadas

No meio de intrigas.

Brigas.

Muitos perderam pais.

E como vingança.

Aprendem a matar.

Deixam o amor de lado

Dura fatalidade.

E se transformam

Triste realidade

Em meninos-soldados.




Eleni Mariana de Menezes

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