sábado, 26 de novembro de 2016

Sem Nome




Que olhos são esses
Perdidos na noite
Sonhando vitrines
Pedintes nos carros
E cheios de fome????

Que bocas são essas
Famintas de alimentos
Sonhando com lares
e mesas repletas.
Vendendo bagulhos
Em troca de nada???


Que seres? São Seres?!
Perdidos. Famintos.
Sozinhos. Sem nome
Paridos na vida.
Sem beira e sem eira.
Clamando por teto
Comida. E mais,
Um afeto...
Pois que são excluídos.

Da ciranda da alegria.
Passam longe de tudo
Esperança?
Nenhuma. São apenas
Corpos que perambulam
Nas ruas.
Com fome e sem nomes.


Eleni


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