quinta-feira, 22 de maio de 2014

Vândalos e delinqüentes: os herdeiros de uma política descompromissada com os cidadãos.

Se tentarmos responder de imediato a questão: como nascem os vândalos e delinquentes, de pronto diríamos que eles são unicamente produtos da miséria e da desestruturação familiar.
Mas ao debruçarmos um pouco na análise, constataremos que os determinantes que ela cita não podem ser aceitos como únicos provocadores de tais chagas sociais. 
Não fosse verdade, não veríamos filhos da classe média envolvidos em atos de extremo vandalismo ao patrimônio público e depredações generalizadas: públicas e particulares. 
Um exemplo recente é o que vem acontecendo em todo o País travestido de manifestações legítimas, e que descambou para as arruaças, pois, na realidade tais atitudes vão além, muito além das aparências dessas causas e expõe o inconformismo com o despreparo e descaso dos governantes.
É muito claro que a violência é decorrente de fatores sociais, mas é um leque tão vasto que teríamos que discorrê-los em um trabalho de tese. 
O que fica evidente, sejam eles quais forem, é o a omissão do Estado. Essa omissão beirando a inconstitucionalidade,  é tão vergonhosa que por si só já se torna um ato de vandalismo e delinqüência. Daí, o exemplo para os cidadãos ainda em formação, e, quando formados, mal formados estão, por conta de política descompromissada com a educação.
Por que os nossos jovens apadrinhados com a sorte de terem as necessidades primárias e secundárias e até mesmo as terciárias de acordo com a hierarquia de necessidades de Maslow, supridas, não se ajustam para atingirem as quartanárias que são: auto-estima, confiança, conquista, respeito ao outros, respeito dos outros?
Sabemos que faltam políticas de inclusão social para todos, principalmente para os pobres, que é obrigação do Estado garanti-las, e as existentes não se sustentam por si mesmas, ou, seja, têm os seus limites balizados por conveniências político-eleitoreiras e apenas acontecem para promoverem cargos e partidos.
Projetos sociais são mal construídos na ante-sala das eleições e abortados assim que os criadores se apossam do almejado cargo. Não há necessidade de repetir aqui a lengalenga pisada e repisada pelos políticos durante as campanhas, um exemplo robusto deste desnível é o lugar que o Brasil ocupa no ranking mundial de competitividade e um dos motivos é a falta de infraestrutura básica, como estradas e portos tão decantados nas falas promissoras dos nossos candidatos.
O que a competitividade de um país tem a ver com a delinqüência e o vandalismo?
Tudo. Uma vez que, nação com baixa competitividade, é nação sem atrativos mercadológicos, portanto, será uma nação com pouca esperança para os anseios de uma juventude sedenta de participação na produtividade do país. Energias desperdiçadas para o bem tendem a ganhar a direção oposta.
No que tange à educação, em 2012, o Brasil ocupou o vergonhoso penúltimo lugar numa lista de 40 países analisados pela Economist Intelligence Unit (EIU), ficando na frente apenas da Indonésia, última colocada no ranking. 
O presidente do programa avalia que, entre outras razões da fragilidade educacional, está a falta de uma cultura que apoie o espírito educativo.
Por conta dessa cultura descompromissada com a educação o país tem a terceira maior taxa de abandono escolar entre os 100 países com maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Está atrás apenas da Bósnia Herzegovina e das ilhas de São Cristovam e Névis, no Caribe.
Essa evasão gera cidadãos despreparados para exercerem suas respectivas cidadanias como deveria ser de direito. Suas leituras de mundo são deformadas e aceitam tudo o que os oportunistas lhes vendem como verdade absoluta. 
Quando não, se sentem excluídos da ciranda produtiva, então, partem para a destruição de toda ostentação abusiva que a sociedade e o Estado lhes impingem.
Em se tratando da classe média, então, o governo lava totalmente as mãos e os pais se vêem oprimidos entre os leques cada vez mais vastos de produção de conhecimentos específicos e gerais que eles precisam comprar com preços não módicos para que seus filhos se insiram num mercado competitivo e impiedoso. 
Aqui, também, pertencer a uma parcela pequena da sociedade chega a ser igualmente doloroso. O “eu posso ter”, fecha um círculo para poucos que, isolados, sem um Norte definido se vêem acuados e avançam na contramão dos bons costumes.

Sobre a autora:

Eleni Mariana de Menezes é graduada em Gestão de Finanças e pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Sou É Mais


Sou mais que essa velha caminhante.
Trôpega, indecisa, frágil, cambaleante.
Aprisionada em meu mundo diminuto
Oco, monótono, insípido, devoluto

Ora sou uma escritora de suspense.
Outra vez dramaturga, outra circense.
Sou bailarina russa, talvez a Pavlova
Danço com Nijinsky e ou Baryshnikov

Ora sento à mesa com Tolstói e reescrevo
Com maior arte, no meu sonho, doce enlevo
Anna Karenina. Ressurreição. Guerra e paz,
Ou os desconstruo por pirraça, se me apraz

Ainda posso ser uma famosa meretriz,
Mata Hari. Também posso viver uma atriz.
Monte Negro, ou a  bela de Tróia,  Helena
Até uma fogosa amante, a outra Bolena.

E viajo nas noites regadas de magia.
Chego a Paris e vejo que me contagia
Mona Lisa no Louvre, Então, sou ela.
O pincel de Leonardo me cria e anela.

Meus cabelos e compõe o meu sorriso
Inigualável. Apenas retrato, sem o siso.
Pouco importa. Imortal, sou valiosa.
Única. Célebre. Singular. Formosa.

Então, senhores, sou mais do que vêem.
Seus olhares desnudos, mais que crêem
Seus sentidos que não podem perceber
A multiplicidade magnífica do meu Ser.



Eleni Mariana de Menezes

Livros são os melhores presentes.


O governo do DF (Distrito Federal) sancionou Lei que proíbe a fabricação e venda das armas de brinquedo. Um ato bastante polemizado pela mídia e cidadãos engajados com as questões educacionais.
Alguns se posicionaram contrários à medida defendendo a idéia de que crianças precisam brincar de heróis e mocinhos, e que tais práticas podem reforçar nos pequenos, a noção de justiça.
Outros avaliaram positivamente a atitude do Governo, uma vez que ela vai ao encontro dos anseios da sociedade de se frear a violência no país.
Se esta medida será eficaz ou não, somente a próxima década nos dirá. As crianças que não receberem suas armas de brinquedo nesta, serão o objeto de estudo comparativo com as que receberam, no passado, as suas pistolas, metralhadoras e outras afins.
Entre os prós e os contras de tal ação, há que se fazer uma análise mais detalhada dos primeiros, pois, razões robustas e contundentes exigem que nos debrucemos sobre elas antes de escolhermos de qual lado ficaremos. Vejamos:
Sabe-se que a infância é um período fértil para toda e qualquer aprendizagem: música, línguas, dança etc. Há, ainda, quem defenda a idéia de que nas brincadeiras infantis de imitações podem desabrochar aptidões e habilidades que conduzirão o individuo para atividades afins na fase adulta.
Com certeza, o leitor contumaz adquirirá maior capacidade de abstração que é o meio mais eficaz para mover-se com êxito no mundo hodierno. Também é a leitura é uma ferramenta potente no desenvolvimento emocional e imaginativo das crianças.
E por ser a infância a fase onde todos os hábitos são formados que devemos difundir boas práticas para coibir desvios de más condutas, o máximo que pudermos.
Outro argumento salutar nos apresenta um diversificado mercado de brinquedos que estimulam a inteligência e desenvolvem as fantasias dos pequenos.
Então por que não prover nossas crianças com coisas belas e úteis? Bons livros são construídos e editados todos os anos, e estão entre os melhores presentes.  Desenvolver o hábito da leitura ainda na infância é preparar cidadãos com competência de realizarem uma leitura crítica do mundo. Ler é fundamental para a aquisição do conhecimento e a história comprova que bons leitores serão os ótimos escritores do futuro.
Retomando o tema violência, a sua queda passa, sobretudo pela elaboração de medidas capazes de dirimi-las desde a sua origem até as suas conseqüências.
Governo e sociedade têm de somar esforços para atingirem tal fim. E todas e quaisquer ações neste sentido devem ser bem vistas e recebidas com muita disposição.



Eleni Mariana de Menezes é graduada em Gestão de Finanças e pós-graduada em Gestão de Pessoas.

Onde estavam os black blocs brasileiros?


Onde estavam os black blocs brasileiros até as manifestações que brotaram nas ruas em junho passado?
Inspirados em grupos internacionais eles começaram suas ações no Brasil timidamente em 2001 quando das manifestações da Ação Global dos Povos, movimento contrário à globalização neoliberal.
De lá para cá, entraram em um estado de quase inação ao ponto de suscitarem,   hoje,  indagações indignadas:
Por que não apareceram antes? Foi só o gigante acordar para que o grupo ganhasse volume e saísse em defesa dos manifestantes. Ou não? Seriam estes ativistas contrários às manifestações e com suas ações agressivas tentam enviar uma mensagem - “Parem, senão quebraremos tudo”.
São favoráveis ou contrários aos atos de reivindicações nascidos com os clamores das ruas?
As dúvidas são cabíveis uma vez que eles transformam em um pandemônio todo e qualquer ato reivindicatório como se ao contrário da promoção da união quisessem minar as forças e descaracterizar as ações genuinamente cidadãs.
Por que em uma democracia, quando uma pauta tem ampla representatividade, é coerente que sucedam traduções positivas de resultados. Somatórios são valorados pelos altos graus de repetência.
Isto é, quanto maior o número de indivíduos interessados que se reúne em torno de uma questão para obter vantagens, mais pressão exerce sobre os representantes políticos. E, quanto mais vezes elas acontecem, mais ganham adeptos para engrossarem a corrente.
Desde que sejam atos de cidadania, desde que respeitem os padrões de boa conduta e não firam os princípios da democracia. Desde que corroboram o posicionamento reivindicatório – todos têm direito a manifestar-se.  E, nessa linha de pensamento, ainda pode-se afirmar que todas as formas de expressões que convirjam para o fortalecimento do Estado democrático são bem-vindas.
Na contramão dos direitos e deveres, os black blocs forjam uma intenção: proteger  os demais manifestantes da polícia. Como se os seus atos de extremo vandalismo pudessem defender a população espoliada e pedinte.
Muito pelo contrário, eles expõem a risco desnecessário: militantes de uma causa, jornalistas, passantes ocasionais e a própria polícia.
Não é possível ignorar esse abscesso que drena as energias da massa ávida por participação. Muitos gostariam de dar continuidade ao que começaram em junho quando das manifestações surpreendentes que se alastraram por todo o país, mas desistem por força da situação perigosa.
Temem a ocorrência do enfrentamento físico e brutal com a tropa de choque que ocorre toda vez que os ativistas vestidos de preto provocam quando aparecem com seus martelos, estilingues e pedras.  Então, sentindo-se abalados no quesito segurança, os cidadãos de fato, desistem de exercer a sua cidadania e as ruas ficam cada vez mais vazias destes.
Por trás de uma grande causa, nobre ou cancerígena, sempre há uma mente fértil que a lidera.
Pergunta-se: quem está por trás desta? A quem mais interessa a massa apequenar-se e se voltar para seu cotidiano singelo, sem grandes conquistas?
Quem é o grande mentor dessa paralisante anomalia que obrigou o Gigante a voltar para o seu sono profundo?
A pergunta foi lançada, senhores. Façam suas apostas.



Eleni Mariana de Menezes é graduada em Gestão Financeira e pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas.

6 - Recado para Mahatma Gandhi


Oh! Grande Alma
Que vicejaste nos prados indianos
Para recenderes pelo mundo todo.
Sementeira de Deus que propagaste
Tão singularmente o exemplo do
Filho Unigênito espalhando o fundamental
Princípio da paz: a não-violência, o amor...
O grande e infinito amor!
Podias direcionar a tua generosidade unicamente
Para o leproso Shri Parchure
E deixar um mundo vazio das tuas obras.
Por que deixar as gerações futuras “apalermadas”
Com um exemplo vivo de Cristo?
Assim como Ele,
Solidário até a morte.
Bravo.
Forte.
Destemido.
Arrojado demais o teu ideal de mundo.
Onde fincar a bandeira da paz que empunhas
Com a coragem de um Guerreiro da Luz?
No deserto de um mundo desprovido
De Deus ela não pára, meu camarada.
Não se assenta nos bancos
De um mercado capitalista,
Egoísta
E desumano.
As tuas idéias e virtudes,.
Não param a queda vertiginosa
Da carência que aumenta cada dia mais.
Trazendo em seu bojo filhos desdentados,
 Esfarrapados e pedintes. Ela dilata seu ventre
 E dá a luz a centenas de milhões de filhos.
Aumenta-se mais e mais a mendicância
E a delinqüência
E o mundo fica cada vez mais órfão de Deus.
Por que, então, semear no deserto
Árido dos corações humanos?
Valerá à pena, meu amigo?
As balas que atingiram o teu corpo enrugado
E descarnado pelos jejuns,
Não cessarão a desenfreada corrida dos humanos
Às riquezas materiais,
Nem porão fim ao choro dos oprimidos das nações pobres.
Enquanto um número significativo de estadistas,
 Líderes políticos e revolucionários do século XX,
Homens que fomentaram guerras
E propiciaram massacres horrendos,
Morreram de causas naturais;
Irás, meu bom e grande pacificador, morrer à bala.
Balas que provocarão feridas profundas.
Que farão o líquido vermelho ensopar toda a roupa
Tecida com as próprias mãos
Trabalhadoras na sua própria humilde roca
Balas que calarão a voz do ativista,
Mas que felizmente não matará o ser sublime
 E iluminado que seguia os ensinamentos
De outros seres igualmente repletos de luz:
“Buda” e “Jesus Cristo.”
Disseste um dia:
"Possuo a não-violência do corajoso? Só a morte dirá. Se me matarem e eu conseguir ter, uma oração nos lábios pelo meu assassino e o pensamento em Deus, ciente da sua presença viva no santuário do meu coração, então, e só então, poder-se-á dizer que possuo a não-violência do corajoso."
Provaste Grande Alma,
Que possuías mesmo a não-violência.
Quando tombastes, entre gemidos, disseste:
- He, Rama! (Oh, meu Deus).
Esteja com ele Grande Alma,
Muito mais por mérito do que por misericórdia.

Eleni Mariana de Menezes






12 - Recado para o assassino


É para ti que escrevo.
Limpando o pó da minha alma
Empedernida pelos crimes
Bárbaros que presencio
Lendo ou ouvindo.
Desatinados
Acontecerem sob o céu de Deus.
Ou da natureza bruta
Como queiras a tua fé.
Que talvez nem a tenhas.
A secura de amor talvez faça parte
Do labirinto da tua entranha.
E deves nem saber ao certo.
Que o mal é tão doloroso a quem o recebe.
Morrer, então é o fim.
E vem alguns dizer que não morremos
Passamos desta para outra melhor.
E se não for assim?
E se deixarmos nossas células
Germinarem outros organismos e
Mais nada. Fica o vazio de vida.
Que poderia ter sido e que não foi.
E cortada impiedosamente.
Curta, breve.
Tão somente.
Um tempo estreito que sem jeito.
Levou nossa fala e nosso canto.
Pode-se às vezes, por sofrer
Até querer morrer.
Mas depois se levanta e prossegue.
E destempera o que tiver acima
Da medida exata que combina
Com o tom leve que se pode suportar.
Se tiver riso demais, buscamos o comedimento.
Se lágrimas acima do normal.
Damos uma enxugada nelas
E dá-se o prosseguimento.
Na caminhada.
Então, se alguém gritar
Denunciando crueldades.
Anunciando as verdades.
Que podem contaminar.
O mundo.  Não maltrates.
Ah! Não, por favor, NÃO mates.


11 – Recado para Jesus Cristo

Suponho que tinhas a impetuosidade
Do homem que nasceu Santo.
E que podias mandar e desmandar
Da ordem natural das coisas.
E é sabido que o fazias.
Pássaros de barro voar.
Meninos malvados caírem mortos
E secos diante da tua ira.
Deus entre o mal nascido por escolha
Pobre e revolucionário.
Do contrário o que pregam é heresia.
Ou serei eu a única herege?
Porque fico ensimesmada
Ante tamanha contradição.
Não que eu não acredite em tua Divindade.
Deusdade.
Mas, convenhamos Senhor
Morrer por um mundo torpe?
Desigual até ultrapassar limites
De aceitação pacífica e cômoda.
É ultrajante.
Ver caminhar entre rios de dinheiro.
A corja maltrapilha e esfomeada.
Os excluídos do bojo da abastança.
É, no mínimo, insofismável.
De que morreste em vão.
Ou não?
Tenho sido anacrônica
Por voltar atrás em busca
De conceitos e preceitos
Que não casam mais na nossa dura realidade.
Fria e calculista.
Do mercado capitalista.
Que utiliza seu nome para gerar fartura
De dinheiro, não de almas.
Vendem sua fala que torceram
Para enganar o incauto.
Duvido que falavas em divisões
Desiguais.
Aconselhando-nos
A não nos importarmos com os pobres
Pois o mundo sempre os teria.
Não consigo imaginar um Deus
Criando um mundo para povoá-lo
De miseráveis.
E vê-los chafurdar na lama
Por puro prazer.
A desigualdade Senhor, é filha
Da cobiça
Do desmando dos lá de cima.
Que acham que podem posar de
Donos e posam sem escrúpulos
De curadores de almas e feridas
Da humanidade esquecida
Dos direitos básicos da vida.
E se foi por ela que morreste,
Então por que tardas tanto?
Senhor, em voltar.
Já é sem tempo, pois o teu mundo
Degringolou
Tudo piorou.
Tens de vir para ficar.
Não morrer mais pendurado
Pelos pecados.
Mas ficar eternamente entre nós.
Pois o que pregam é tão distante.
Da verdade;
Que nós deixam errantes.
E incrédulos.
Da tua sorte.
Da tua escolha de morte.


10 – Recado para Joaquim José


Tira, tira Tiradentes.
A tua presença viva dos anais da história.
Liberdade ainda é inglória.
Melhor que vás para São Paulo ou Bahia.
Deixa as Minas e segue sem jamais
Olhar para trás.
A Inconfidência é conspiração à coroa
E terás sina de forca.
Esquartejamento público.
Teu corpo será colocado
Como bandeira,
E desfraldado
Contará para o mundo a tua ignomínia.
De lesa-majestade.
Deslealdade
Com o poder maturado da Europa.
Lideras uma causa sem remédio.
Teu país dormirá por décadas
No seio da impunidade.
Da discriminação
Da contramão
Da desigualdade.
Gritante!
Pedante!
Dos homens do comando.
E teu sonho ainda é um esboço
De um projeto que começa a se desenhar
Na conjuntura arredia
Porém, esperançosa.
De uma nação forte que quer mudanças e inspira
Ainda mais o lema.
Liberdade, ainda que tardia.