O governo do DF
(Distrito Federal) sancionou Lei que proíbe a fabricação e venda das armas de
brinquedo. Um ato bastante polemizado pela mídia e cidadãos engajados com as
questões educacionais.
Alguns se
posicionaram contrários à medida defendendo a idéia de que crianças precisam
brincar de heróis e mocinhos, e que tais práticas podem reforçar nos pequenos, a
noção de justiça.
Outros
avaliaram positivamente a atitude do Governo, uma vez que ela vai ao encontro
dos anseios da sociedade de se frear a violência no país.
Se esta medida
será eficaz ou não, somente a próxima década nos dirá. As crianças que não
receberem suas armas de brinquedo nesta, serão o objeto de estudo comparativo com
as que receberam, no passado, as suas pistolas, metralhadoras e outras afins.
Entre os prós e
os contras de tal ação, há que se fazer uma análise mais detalhada dos
primeiros, pois, razões robustas e contundentes exigem que nos debrucemos sobre
elas antes de escolhermos de qual lado ficaremos. Vejamos:
Sabe-se que a
infância é um período fértil para toda e qualquer aprendizagem: música,
línguas, dança etc. Há, ainda, quem defenda a idéia de que nas brincadeiras
infantis de imitações podem desabrochar aptidões e habilidades que conduzirão o
individuo para atividades afins na fase adulta.
Com certeza, o leitor
contumaz adquirirá maior capacidade de abstração que é o meio mais eficaz para
mover-se com êxito no mundo hodierno. Também é a leitura é uma ferramenta
potente no desenvolvimento emocional e imaginativo das crianças.
E por ser a
infância a fase onde todos os hábitos são formados que devemos difundir boas
práticas para coibir desvios de más condutas, o máximo que pudermos.
Outro argumento
salutar nos apresenta um diversificado mercado de brinquedos que estimulam a
inteligência e desenvolvem as fantasias dos pequenos.
Então por que
não prover nossas crianças com coisas belas e úteis? Bons livros são
construídos e editados todos os anos, e estão entre os melhores presentes. Desenvolver o hábito da leitura ainda na
infância é preparar cidadãos com competência de realizarem uma leitura crítica
do mundo. Ler é fundamental para a aquisição do conhecimento e a história
comprova que bons leitores serão os ótimos escritores do futuro.
Retomando o
tema violência, a sua queda passa, sobretudo pela elaboração de medidas capazes
de dirimi-las desde a sua origem até as suas conseqüências.
Governo e
sociedade têm de somar esforços para atingirem tal fim. E todas e quaisquer ações
neste sentido devem ser bem vistas e recebidas com muita disposição.
Eleni Mariana
de Menezes é graduada em Gestão de Finanças e pós-graduada em Gestão de
Pessoas.
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