Ah! Não cantes
Que teu canto
não será propício
Para certo grupo sem princípios
Que pagará um
matador fazendo-se passar
Por um ídolo
enlouquecido.
Eles mentem
tão bem!
Eles inventam tanto!
Para que imaginares o teu mundo John?
Ele nunca
existirá.
Como um mundo
sem religião?
Se são elas
um grande pote de ouro para muitos?
A igreja já
matou muitos em nome de Deus John.
Fica quieto, pois.
Não queiras morrer assim.
Foi ela?
Quem é que sabe John?
Só sei o que sei e muitos sabem.
Mark David Chapman foi usado e ela,
A pseudorreligião matou muito
Para se manter no poder,
Para perpetuar a imensa mentira
De que os homens precisam dela.
Oxalá precisássemos mesmo
Para não sermos tão lavados na nossa mente
E nos transformamos em pacíficos cordeiros
Para a imolação.
Como não existir países, John querido?
Sem eles as guerras findariam.
Por que lutar por divisas?
Quais fronteiras defender?
Ah! Não John.
O espetacular mercado de armas terminaria.
E de que iriam viver os barões das armas?
Como sustentariam seus palácios construídos
De sangue de vítimas
E lágrimas dos familiares destas mesmas vítimas?
Não lastimes o fato de o fardo
Ser tão pesado para muitos
Leve para uma minoria.
Eles mereceram isto John amado.
Inverteram-se os papéis de vítimas e algozes.
São eles os tão odiados pela corja pobre
E maltrapilha que, coitados!
Precisam permanecer presos entre muros
E redes eletrificadas que impedem
Os corações
deles de ternura.
Vem a secura
De alma que de tão vazios,
Pensam em suicídios
Como o enorme índice do soberano
E
industrializado Japão.
Não!
Eles não querem viver no meio às dores dos famintos
E maltrapilhos do ocidente.
E que ocidente, hein John?
Carente, descrente, insipiente, imprudente.
Sinceramente?
Desiste amigo,
O teu mundo é um grande sonho.
Apenas um sonho de pessoas magníficas
E sensíveis, e inteligentes, e crentes como fostes
tu.
E assim como tu, Gandhi,
Martin, outros tantos que nem o pranto
Dos que ficaram retrataram as enormes
Perdas que o mundo vivenciou.
Partimos mesmo, um dia.
Mas podes deixar
Para depois que os teus cabelos tingirem
De branco e as forças esgotadas te deixarem
Sem o grande brilho e vigor dos anos tenros.
Os vinte, os trinta, os quarentas, os cinqüenta anos
ainda
Trazem belezas, sutilezas.
E só tens quarenta.
Um dia temos de nos despedir
Das visões terrestres e penetrar
No mundo encantado da morte
E misterioso que nem sabemos onde e como é.
Ah! John, Cristo, o homem, sabia.
Filho legítimo Daquele que era que é e que vem.
A propósito caro John,
Cristo vive.
Esteja com Ele, pois o perdão é virtude pregada por
Ele
Enquanto esteve aqui conosco:
Deus-homem e certamente
Ele já perdoou a tua impetuosidade Beatleriana.
Estejas com Deus meu camarada!
Eleni Mariana de Menezes
MUITO BOM, MINHA QUERIDA! É ISSO AÍ. VIVEMOS NUM MUNDO DE APARÊNCIAS E CONVENIÊNCIAS!
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